A cola cirúrgica GLUBRAN 2 produz ação adesiva e
hemostática nos tecidos. É utilizada em cirurgias tradicionais,
laparoscópicas e no tratamento por endoscopia digestiva, radiologia
intervencionista e neuroradiologia vascular. Pode ser aplicada isolada ou
em combinação com pontos de sutura, mesmo em pacientes tratados com
heparina ou sob hipotermia. Seguem-se alguns exemplos de aplicações em
vários tipos de cirurgia:
Cirurgias Cardíacas:
- Consolidação de suturas aórticas e vasculares em geral.
- Reparação de pequenas lacerações epicárdicas sem a utilização de pontos de suturas.
- Hemostasia e reforço de anastomoses em revascularizações cororárias e como adesivo para melhor fixar estes enxertos.
- Revestimento do tecido peri-aneurismático na cirurgia de
correção dos aneurismas ventriculares.
- Reforço das suturas e adesão do patch na redução do ventrículo
esquerdo.
- Como adesivo para colar o plano de dissecção nas dissecções
aórticas agudas.
- Como hemostático, para prevenção de sangramentos das
anastomoses proximais e distais nas dissecções aórticas agudas.
- Como adesivo para patch de reforço nas Aortas dissecadas.
- Como hemostático nas anastomoses de cirurgia valvar aórtica,
sobretudo em presença de Aortas calcificadas ou ateromatosas.
- Hemostasia e reforço da sutura após a reparação de aneurismas
aórticos.
- Nas reoperações, como adesivo hemostático nas lacerações de
ventrículo causadas pela re-estenostomia ou presença de aderências.
Cardiocirurgia Pediátrica:
- Consolidação de suturas aórticas e vasculares em geral.
- Como hemostático nas linhas de sutura entre os tecidos
biológicos e/ou sintéticos em reconstruções das paredes cardíacas e
vasculares.
- Em reoperações, como hemostático nas linhas de sutura e zonas
de ocorrência de pequenos sangramentos.
Cirurgia Vascular:
- Hemostasia e reforço de anastomoses em geral, sobretudo em
presença de paredes vasculares frágeis ou submetidas a endarterectomia.
- Hemostasia e reforço de anastomose em enxertos
protésico-vasculares e/ou vaso-vasculares
- Como hemostático dos pontos de sangramento da sutura, após uma
endarterectomia carotídea ou angioplastia.
- Hemostasia e reforço de anastomoses após reparação de um
aneurisma aórtico.
- Hemostasia e reforço de anastomoses na confecção de fístulas
arteriovenosas.
- Esclerose de veias varicosas das extremidades inferiores,
mediante injeção intravenosa.
- Tratamento de fístulas protésico-cutâneas.
- Tratamento de fístulas ósteocutâneas e amputação de membros.
Neurocirurgia:
- Como vedante externo nas plásticas durais cranianas e espinais
como prevenção de fístulas liquóricas em combinação com gazes e esponjas
hemostáticas absorvíveis utilizadas como proteção do parênquima
cerebral.
- Como vedante na plástica dural em cavidades residuais, após
extração de tumores.
- Como vedante nas lacerações durais, em intervenções de
hemilaminectomia.
- Fechamento da sela túrsica por via esfenoidal.
- Selagem de fragmentos ósseos e ósteo-cartilaginosos.
- Selagem dos músculos intercostais e cervicais.
- Selagem dos opérculos ósseos.
Cirurgia
Otorrinolaringológica:
- Hemostasia e vedação de fístulas liquóricas na cirurgia
naso-paranasal e da hipófise.
- Selagem de fístulas faríngeo-cutâneas.
- Selagem salivar na cirurgia endo-oral da cavidade
rino-farígea.
- Selagem de oto-liquorréias pós-traumáticas ou após
intervenções no ouvido.
- Tratamento de seromas, linforragias látero-cervicais
supra-claviculares, após esvaziamento de linfonodos.
- Hemostasia de superfícies cruentas da cavidade oral e
faríngea.
- Hemostasia de áreas musculares seccionadas (ex. Limbos
cutâneos).
- Hemostasia de cotos das osteotomias.
- Fechamento da ferida retro-auricular na timpanoplastia.
- Selante de fragmentos ósteo-cartilaginosos.
- Para favorecer na resistência das válvulas fonatórias
tráqueo-esofágicas, em caso de leakage entre a válvula e a traquéia.
- Para favorecer o enraizamento de graft cutâneos.
Cirurgia
Pediátrica:
- Hemostasia dos cortes de secções hepáticas.
- Adesão, reparação e hemostasia do tecido parenquimatoso em
lacerações ou lesões hemorrágicas do figado, rins, pâncreas e baço.
- Hemostasia dos cortes de secções após biópsias hepáticas
cuneiformes por via laparoscópica.
- Hemostasia do leito hepático após colecistectomia por cirurgia
tradicional ou via laparoscópica.
- Selagem e reforço de anastomoses digestivas após ressecções
intestinais.
- Selagem de anastoses na reconstrução das vias biliares.
- Como adesivo, no fechamento laparoscópico do canal
peritôneo-vaginal em hérnias inguinais congênitas.
- Vedante de suturas cirúrgicas, para evitar extravazamento de
urina após a realização de anastomoses em patologias urológicas.
- Aerostasia do tecido parenquimatoso após uma biópsia pulmonar
laparoscópica.
Cirurgia Geral:
- Como um adesivo em cirurgias tradicional e laparoscópica de
plástica de hérnia inguinal com patch.
- Hemostasia nos cortes de secções hepáticas.
- Hemostasia do leito colecístico hemorrágico, em cirurgias
tradicional e laparoscópica.
- Adesão, reparação e hemostasia do tecido parenquimatoso em
lacerações ou lesões hemorrágicas do fígado, rins, pâncreas e baço.
- Selagem e reforço de anastomoses gastro-intestinais.
- Hemostasia na anastomose porto-cava.
- Selagem do coto apendicular.
- Selagem na reconstrução do septo retro-vaginal.
- Selagem de anastomoses na reconstrução das vias biliares e
ductos pancreáticos.
- Tratamento de linforréias axilares e inguinais.
Cirurgia Torácica:
- Fechamento e reforço da sutura manual e/ou mecânica em
intervenções de ressecações pulmonares, lobectomias, bulectomias,
redução do volume e ressecções traqueo-brônquicas, com a finalidade de
obter uma aerostasia imediata e uma maior resistência mecânica da
sutura.
- Selagem e reforço de suturas vasculares, inclusive durante o
transplante pulmonar.
- Fechamento e reforço de sutura após ressecção traqueal.
- Hemostasia em hemorragias de vasos sanguíneos após separações
e dissecções, decorticações, cavidades pleurais obliteradas por
aderências, tumores e massas mediastínicas.
- Selagem de fístulas brônquicas e bronco-pleurais.
Cirurgia Ginecológica:
- Como adesivo e hemostático em traumatismos do colo uterino.
- Como adesivo e hemostático nas plásticas vaginais e perineais.
- Hemostasia vaginal após histerectomia e uretrocistopexia.
- Vedação e hemostasia de hemorragias.
- Vedação e hemostasia na cirurgia reconstrutiva, após intervenções
oncológicas para ressecção tumoral.
Cirurgia Urológica:
- Selagem de suturas cirúrgicas para evitar extravazamento de
urina.
- Hemostasia durante o transplante renal e nefrolitotomias.
- Selagem e hemostasia em lacerações e lesões hemorrágicas
renais.
- Tratamento de fístulas urinárias.
- Embolização de tumores vesiculares.
- Tratamento de linforréias pós-operatórias.
Endoscopia Digestiva:
- Tratamento endoscópico de fístulas esofágicas e
tráqueo-esofágicas, gástricas, gastro-intestinais, duodenais e
pancreáticas.
- Tratamento endoscópico de úlceras gastro-duodenais.
- Tratamento endoscópico de varizes esofágicas, gástricas e
duodenais. Nestes casos, a cola deverá ser diluída com Lipiodol
(contraste), na proporção 1 ml de cola e 1 ml de Lipiodol e injetada
através de um cateter de endoscopia com agulha para escleroterapia (160
com, 23 G).
Radiologia de intervenção e
neuroradiologia vascular:
- Embolizações arteriais e venosas: tratamento de Mal-formações
Artério-Venosas (MAV) e Fístulas Artério-Venosas (FAV). Nestes casos, a diluição deverá ser feita com Lipiodol e
a proporção da diluição será escolhida mediante avaliação médica do fluxo
sanguíneo (alto, médio e baixo fluxo) e tamanho da MAV e FAV. A diluição
pode ser feita de 1 ml da cola e 1 ml de Lipiodol (caso precise de uma
polimerização rápida, evitando que a cola migre para áreas indesejadas),
até 1 ml de cola e 5 ml de Lipiodol (caso haja necessidade de aumentar o
tempo de polimerização e, consequentemente aumentar a fluidez da cola). A
solução é injetada através de um microcateter, com auxílio de
fluoroscopia.
|